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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O que é pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico?

Essa palavra é fictícia, está associada a uma doença pulmonar causa pela inalação de pó de sílica muito fina. Essa é uma descrição médica conhecida como silicose!
- Essa também é a maior palavra da língua portuguesa.
Possui 49 letras 


Pnmeumoultramicroscópico

Pneumo - Pulmão
Ultra - Fora de
Microscópico - Muito pequeno

Silicovulcanoconiótico

Sílico - Vem de silício, um elemento químico presente no magma vulcânico
Vulcano - Vindo de um vulcão
Coniótico - Vem de coniose, doença causada por inalação de pós em suspensão no ar

Curiosidades do Português

Sabe qual a Palavra que contém o maior número de vogais em sequências?
R:Piauiense
"IAUIE" a pronuncia dessa palavra é quase um assobio! 

Curiosidades do Português

5 Palavras que pronunciamos errado


1. INEXORÁVEL (inabalável, inflexível, austero, rígido)
Pronúncia frequente: “ineczorável”
Pronúncia correta: “inezorável”

2. RUBRICA
 (assinatura abreviada de alguém)
Pronúncia frequente: “rúbrica”
Pronúncia correta: “rubríca”

3. RUIM
 (algo que não faz bem, nocivo)
Pronúncia frequente: “rúim”
Pronúncia correta: “ruím”

4. SINTAXE
 (estudo da estrutura gramatical das frases)
Pronúncia frequente: “sintácse”
Pronúncia correta: “sintásse”  

5. SUBSÍDIO
 (apoio, recurso financeiro, quantia de dinheiro, vencimento)
Pronúncia frequente: “subzídio”
Pronúncia correta: “subcídio”

Obs.: as grafias entre aspas são ilustrativas.

Civilizações pré-colombianas: incas, maias e astecas


A era pré-colombiana incorpora todas as subdivisões periódicas na história e na pré-história das Américas, antes do aparecimento dos europeus no continente americano, abrangendo desde o povoamento original no Paleolítico Superior à colonização europeia durante a Idade Moderna.

Incas:
Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul) no atual Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram dominados pelos espanhóis em 1532.
O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e formada por: nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média (funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.
Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e joias. Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã, carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como a condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).
Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.

Maias:
Aquele pessoal que disse que o mundo acabaria em 2012, e criadores de calendários e horóscopos. O povo maia habitou a região das florestas tropicais da atual Guatemala, Honduras e Península de Iucatã (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.
Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático.O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra. A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos. 
A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.
Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.
A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo  calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.
Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.
Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.

Astecas:
Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco. 
A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). 
Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região. 
Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo. O artesanato a era riquíssimo destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. 
A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.
Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Feudalismo

Surgimento: O Feudalismo se formou na Europa a partir das invasões Bárbaras no século V no Império Romano. O Continente Europeu tinha algumas condições que favorecia o Feudalismo, entre elas: 
- Desagregação política, econômica e social do Império Romano do Ocidente com a invasão dos povos germânicos;
- Criação de vários reinos germânicos (francos, visigodos, burgúndios, anglo-saxões);
- Êxodo urbano: com as invasões e a insegurança, muitas pessoas saíram das cidades e foram morar no interior;
- Enfraquecimento do comércio;
- Diminuição das atividades econômicas, sociais e culturais realizadas nas cidades.

Feudo: O Feudo eram as terras de propriedade dos Senhores Feudais. Nesse período ter terras era sinônimo de poder e havia, portanto guerras por disputa de terras. Os Senhores Feudais davam uma pequena parte dessa terra para o vassalo, em troca de serviços prestados.
O Feudo era divido entre as seguintes instalações:
- Castelo fortificado (residência do nobre e sua família)
- Vila camponesa (residência dos servos)
- Área de plantio
- Igreja ou capela
- Moinho
- Estábulo
- Celeiro, etc.


Senhores Feudais: Os senhores feudais eram nobres que viveram na época da Idade Média (século V ao XV). Possuíam muito poder político, militar e econômico. Eram proprietários dos feudos e possuíam muitos servos trabalhando para ele. Esses Senhores Feudais cobraram muitos impostos e taxas desses servos em troca da utilização das terras dos feudos. Viviam em castelos fortificados e eram protegidos por cavaleiros. Os senhores feudais faziam e aplicavam as leis em seus domínios. Os Senhores Feudais não trabalhavam, viviam à custa dos servos, inclusive até o material usado na mão de obra do plantio eram de seus servos.
- Havia o manso senhorial (domínio) que eram as terras de uso exclusivo do senhor feudal e os servos eram convocados para trabalhar nelas apenas de 2 a 3 dias por semana, sendo que toda a produção era do senhor feudal.
- O manso servil eram as poucas terras pertencentes aos servos na qual eles tiravam o próprio alimento e sustendo da família, e delas também pagar as taxas cobradas pelos senhores feudais.
- E por fim as Terras Comunais que eram de uso coletivo como os bosques, florestas e pastos. Os servos podiam levar seus animais para pastar, colher lenha, etc. Porém em algumas regiões da Europa os Feudos tinham algumas regras quanto ao uso dessas terras comunais, como a proibição de algumas raças de servos quanto ao uso delas.

Crise do Sistema Feudal: A partir do século XII, ocorreram várias transformações na Europa que contribuíram para a crise do sistema feudal:
 - O renascimento comercial impulsionado, principalmente, pelas Cruzadas;
 - O aumento da circulação das moedas, principalmente nas cidades. Este fator desarticulou o sistema de trocas de mercadorias, característica principal do feudalismo;
 - Desenvolvimento dos centros urbanos, provocando o êxodo rural(saída de pessoas da zona rural em direção às cidades). Muitos servos passaram a comprar sua liberdade ou fugir, atraídos por oportunidades de trabalho nos centros urbanos;
 - As Cruzadas proporcionaram a volta do contato da Europa com o Oriente, quebrando o isolamento do sistema feudal;
 - O surgimento da burguesia, nova classe social que dominava o comércio e que possuía alto poder econômico. Esta classe social foi, aos poucos, tirando o poder dos senhores feudais;
 - Com o aumento dos impostos, proporcionados pelo desenvolvimento comercial, os reis passaram a contratar exércitos profissionais. Este fato desarticulou o sistema de vassalagem, típico do feudalismo;
 - No final do século XV, o feudalismo encontrava-se desarticulado e enfraquecido. Os senhores feudais perderam poder econômico e político. Começava a surgir às bases de um novo sistema, o capitalismo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Antiguidade Clássica: Grécia e Roma

Antiguidade Clássica: Grécia e Roma

Quando falamos de antiguidade clássica estamos nos referindo à história da Europa desde surgimento da poesia grega de Homero, no século VIII a.C., até a queda do Império Romano do Ocidente no século V d.C., no ano de 476 mais precisamente. As suas civilizações mais marcantes foram a Grécia e a Roma antigas. O período clássico é considerado fundamental para a construção de toda a cultura ocidental contemporânea.


Grécia:

Localização
A Grécia antiga compreendia uma região chamada Hélade e ocupava o sul dos Bálcãs (Grécia continental), a Península do Peloponeso (Grécia peninsular), as ilhas do Mar Egeu (Grécia Insular), além das colônias na costa da Ásia Menor e no sul da Península Itálica (Magna Grécia).
Segundo historiadores a história da Grécia divide-se nos seguintes períodos principais:
  • Pré-Homérico
  • Homérico
  • Arcaico
  • Clássico

Pré-Homérico
Refere-se ao apogeu e à decadência da civilização cretense, desenvolvida em Creta que é a maior Ilha do Mar Egeu. Essa Ilha era povoada por tribos, é possível que essas tenham vindo da Ásia menor.
Nesse período alguns povos se dirigiram à Grécia, entre eles os Aqueus que se estabeleceu na Grécia e por volta de 1400 a.C., dominaram os Cretenses originando a civilização Creto-Micênica. Vários outros povos chegaram até a Grécia como os Eólios e os Jônios, porém o mais importante desses povos foram os Dórios que deram um novo rumo a história Grega a partir do momento em que acabaram com a civilização creto-micênica e dominando a Grécia. Isso deu início a um novo período conhecido como Homérico.

Homérico
Grande parte do conhecimento que se tem dessa época vem dos poemas de Homero, Ilíada que narra a Guerra de Tróia e Odisseia que narra as aventuras do herói Ulisses ao retornar vencedor da Guerra de Tróia.
Com a invasão dória, um novo modelo social se implantou: a produção passou a ser de subsistência, com exploração da mão-de-obra familiar, auxiliada por uns poucos assalariados e escravos; a arte e a escrita desapareceram; o artesanato decaiu; as armas de bronze finalmente trabalhadas foram aos poucos sendo substituídas por artefatos grosseiros, feitos de ferro; e o sepultamento em magníficos túmulos foi substituído pela cremação simples.
Nesse período surgiram os genos, que eram pequenas comunidades que se organizavam de maneira simples, grupos pequenos e que tinham como base a família. Com o passar dos tempos esses genos foram se ampliando dando início à uma nova organização conhecida como cidades-estados ou polis, essa foi a principal característica do período seguinte.

Arcaico
O período Arcaico inicia-se com a reunião dos genos em unidades políticas maiores, chamadas pólis ou cidades-estados. Nesse tipo de organização não existia um governo único, cada cidade-estado tinha suas leis, seu governo, sua economia e sua sociedade própria e independente. O palácio do governo e os templos eram construídos em uma colina fortificada, a acrópole. As pólis gregas possuíam uma arquitetura parecida. Na parte baixa ficava uma praça, a Ágora, onde aconteciam as assembleias dos cidadãos e as transações comerciais. Era também onde os juízes da cidade julgavam os criminosos e onde se realizavam os festivais de poesias e os jogos praticados em honra aos deuses. As duas pólis mais importantes foram Esparta e Atenas.
Esparta: uma cidade militar
Esparta foi fundada pelos dórios por volta do século IX a.C. Situava-se em uma região chamada Lacônia. As condições naturais da região onde ficava Esparta eram muito áridas: o solo montanhoso e seco dificultava o abastecimento da cidade. Essas condições adversas levaram os espartanos a conquistar terras férteis por meio de guerras.
O poder em Esparta era exercido por um pequeno grupo ligado às atividades militares. Apenas uma minoria participava das decisões políticas e administrativas – os esparciatas - que se dedicavam única e exclusivamente à política e à guerra.
A vida em Esparta girava em torno da guerra. Os espartanos temiam que os povos que haviam conquistado se rebelassem; temiam também que os escravos se revoltassem. A necessidade de garantir o poder dos esparciatas e o medo de que ideias vindas de fora colocassem em xeque esse poder faziam com que as viagens fossem proibidas e os contatos comerciais fossem quase inexistentes. Esparta fechava-se em torno de si mesma, impondo aos seus habitantes um modo de vida autoritário e de subordinação aos interesses do Estado. A agricultura, o artesanato e o comércio eram praticados pelos periecos, uma camada de homens livres, mas sem direito de participar da política em Esparta. Os escravos eram chamados de hilotas, pertenciam ao Estado e trabalhavam para os esparciatas. Os jovens eram educados pelo Estado. Desde os sete anos deixavam as casas de suas famílias e se dirigiam para locais de treinamento militar.
Atenas e a democracia: o avesso de EspartaAtenas, hoje a capital da Grécia, localizava-se no centro da planície Ática, às margens do Mar Egeu. Foi o avesso de Esparta: teve uma vida urbana e aberta às novidades. A atividade comercial foi a base de sua economia e os atenienses praticaram intenso comércio com diversos povos. A sociedade ateniense era dominada pelos eupátridas, que eram grandes proprietários de terras. Contudo, o poder dos eupátridas era constantemente desafiado pelas camadas menos favorecidas e pelos comerciantes, que exigiam maior igualdade de direitos. E por que esses segmentos desafiavam o poder dos eupátridas? Os pequenos proprietários, muitas vezes sem recursos. Viviam constantemente ameaçados pela escravidão por dívidas. Já os comerciantes, artesãos e assalariados urbanos, que eram chamados demiurgos, estavam excluídos das decisões políticas da pólis e também queriam participar delas. O resultado dessas pressões constantes foi uma reforma nas leis feita por Sólon, um juiz ateniense. Por essa reforma, foi abolida a escravidão por dívidas e foi ampliado o direito de voto, de acordo com a riqueza que cada um possuía. Porém, as reformas de Sólon só beneficiaram os comerciantes ricos. O resto da população continuou excluído das decisões políticas da pólis. A situação em Atenas não era nada calma com a pressão constante dos excluídos. Além disso, a cidade foi dominada pelo tirano Pisistrato por mais de 30 anos. Com o fim da tirania, foi Clistenes, um aristocrata preocupado com os problemas das camadas populares, o responsável por uma nova reforma. Ampliou a participação e o direito de decisão política para todos os cidadãos atenienses, isto é, todos os homens livres e nascidos em Atenas, maiores de 18 anos. A cidade foi dividida em demos, um tipo de distrito que elegia seus representantes para a assembleia. Esta, por sua vez, escolhia as pessoas que iriam integrar o conselho, responsável pelo governo da cidade. Continuavam excluídos da pólis os estrangeiros, as mulheres e os escravos. Como você pode observar, os benefícios da democracia ateniense estavam reservados somente aos cidadãos, o que é diferente da democracia dos nossos dias. A educação em Atenas era bastante diferente da adotada em Esparta. Os atenienses acreditavam que sua cidade-estado seria mais forte se cada menino desenvolvesse integralmente suas melhores aptidões. O ensino não era gratuito nem obrigatório, ficando a cargo da iniciativa particular. Os garotos entravam para a escola aos 6 anos e ficavam sob a supervisão de um pedagogo, com quem estudavam aritmética, literatura, música, escrita e educação física. Interrompiam os estudos apenas nos dias de festas religiosas, e, quando completavam 18 anos, eram recrutados pelo governo para treinamento militar, que durava cerca de dois anos. As mulheres de Atenas estavam reservadas apenas as funções domésticas. Os pais tratavam de casar logo as ilhas adolescentes, as quais, após núpcias, ficavam sob o domínio total dos maridos. Nesse mundo masculino, ficar em casa e em silencio era o maior exemplo de virtude para representantes do sexo feminino.

Clássico
A democracia ateniense atingiu seu apogeu durante o governo de Péricles, no século V a.C. que marcou o início do chamado Período Clássico. Contudo, as desavenças internas, a escassez de terras e a necessidade de expansão do comércio levaram as cidades gregas, entre elas Atenas, a conquistar várias áreas coloniais, próximas ou distantes. Os espartanos não gostaram dessa expansão territorial de Atenas e a disputa por melhores terras determinou a criação de dois grupos rivais: a Liga do Peloponeso, liderada por Esparta, e a Liga de Delos, sob a liderança de Atenas. No início do século V a.C., iniciou-se a chamada Guerra do Peloponeso, na qual Atenas saiu derrotada. Esse acontecimento foi o começo do declínio das antigas cidades-estados gregas.


Roma
Localização
Roma é capital da Itália, país europeu localizado em uma das penínsulas do Mar Mediterrâneo. Trata-se da Península Itálica, situada na cordilheira dos Alpes e banhada pelos mares Adriático, Tirreno e Jônico.

Os períodos históricos de Roma dividem-se em:
  • Monárquico (753-509 a.C.);
  • Republicano (507-27 a.C.);
  • Imperial (27 a.C. – 476 d.C.).

Monárquico
Muitas das informações sobre o período Monárquico fundamentam-se nas lendas contadas pelos romanos. Nessa época, a cidade deve ter sido governada por reis de diferentes origens; os últimos de origens etruscas devem ter dominado a cidade por cerca de cem anos.
Durante o governo dos etruscos, Roma adquiriu o aspecto de cidade. Foram realizadas diversas obras públicas entre elas, templos, drenagens de pântanos e um sistema de esgoto.
Nessa época, a sociedade romana estava assim organizada:
  • Patrícios ou nobres: Descendentes das famílias que promoveram a ocupação inicial de Roma. Eram grandes proprietários de terra e de gado.
  • Plebeus: Em geral, eram pequenos agricultores, comerciantes, pastores e artesãos. Constituíam a maioria da população e não tinham direitos políticos.
  • Clientes: eram homens de negócios, intelectuais ou camponeses que tinham interesse em fazer carreira pública e que por isso recorriam à proteção de algum patrono, geralmente um patrício de posses.
  • Escravos: Eram plebeus endividados e principalmente prisioneiros de guerra. Realizavam todo o tipo de trabalho e eram considerados bens materiais. Não tinham qualquer direito civil ou político.
O último rei etrusco foi Tarquínio, o Soberbo. Ele foi deposto em 509 a.C., provavelmente por ter descontentado os patrícios com medidas a favor dos plebeus.
No lugar de Tarquínio, os patrícios colocaram no poder dois magistrados, chamados cônsules. Com isso, terminava o período Monárquico e tinha inicio o período Republicano.


Republicano
República é uma palavra de origem latina e significa “coisa pública”. Durante a passagem da monarquia para a república, eram os patrícios que detinham o poder e controlavam as instituições políticas. Concentrando o poder religioso, político e a justiça, eles exerciam o governo procurando se beneficiar.
Para os plebeus, sem direito à participação política, restavam apenas deveres, como pagar impostos e servir o exército.

Imperial
Após vencer Marco Antonio, Otávio recebeu diversos títulos que lhe conferiram grande poder. Por fim, em 27 a.C., o senado atribuiu-lhe o título de Augusto, que significava consagrado, majestoso, divino. O período Imperial, tradicionalmente, costuma ser dividido em dois momentos:
  • Alto Império: período em que Roma alcançou  grande esplendor (estende-se até o século III d.C.)
  • Baixo Império: fase marcada por crises que conduziram a desagregação do Império Romano (do século III ao século V).





Top 10 assuntos de história

Essa semana portarei alguns conteúdos que são essenciais na matéria de história.

Os 10 principais assuntos para os estudantes
 (A sequência a baixo refere-se as postagens que estarão no blogger Educar-se Estudos ao longo desta semana)

1°  Antiguidade Clássica: Grécia e Roma Antiga
2°  Feudalismo
3°  Civilizações pré-colombianas: incas, maias e astecas
4°  Absolutismo
5°  Revolução Francesa
6°  Colonização mercantilista
7°  Processo de independência do Brasil
8°  Segundo reinado: D. Pedro II
9°  Era Vargas
10° Ditadura Miliar

Gerúndios


O que é?

É uma forma nominal do verbo, no qual ela perde algumas características de verbo e ganha características de nome  (substantivo, adjetivo ou advérbio)

O verbo no gerúndio é composto pelo prefixo do verbo + NDO.
Exemplos:
- SUBIR = subi + ndo = subindo
- COMER = come + ndo = comendo
- FALAR = fala + ndo = falando

*O gerúndio é flexivo e está posicionado de acordo com o sentido que se deseja na frase.
*O gerundismo é o uso demasiado ou desnecessário dessa forma.